Insônia insana


Dixcurpa aê!

Queridos leitores,

Me desculpem pela ausência aqui no blog. A verdade pura é que estou trabalhando tanto que não consigo mais arranjar tempo para lhes escrever.
O lado bom disso é que estou um caco, pero, feliz como sempre.

Como tento fazer tudo que faço com um mínimo de qualidade, preciso me despedir aqui desta breve tentativa de partilhar minhas idéias doidas com vocês. E veja só, não é a primeira coisa que gosto que tive de abrir mão... Temos que estabelecer prioridades nessa vida, infelizmente, não?

De qualquer maneira, agradeço a vocês insones pelo tempo que perderam ou ganharam lendo este blogue que sempre foi feito com muito carinho.

Se quiserem me falar, mandem um e-mail, ok?

Beijos pras meninas e abraços nos brothers.

Fuuuuui que já me atrasei !

Escrito por Berta às 21h30
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Calendas - Ninguém Sabe

Novíssimo clipe da banda que eu toco.



Escrito por Berta às 16h48
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gente e gentilezas



Fui, com a banda Calendas, tocar em Curitiba. Foi tudo muito bacana: o show na FNac, a entrevista na TV Paraná e o show no festival Tinidos. Porém o que mais me marcou foi o carinho com que fomos recebidos pela organização do festival e amigos deles. Nunca, nunca vi tanta gente fina junta. Pessoas que trabalhavam que nem doidos, mas nem por isso deixavam de dar um sorriso, fazer uma piada, tomar um café falando bobagem; além de carregar nossas malas, nos levar pra todos os cantos e ainda pagar o rango!
Normalmente digo que não faço questão de fazer novas amizades, pois já tenho amigos de mais e tempo de menos, mas nesse caso vou morder a língua. Fiz novos amigos e um dia espero retribuir todo esse carinho.
Obrigado especial à organização do Tinidos e à banda Poléxia. Vocês são demais!

Escrito por Berta às 14h16
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Correria total



A vida hoje em dia é muito corrida não acham? O tempo todo parece que estou “correndo atrás” de alguma coisa: dinheiro, prazos, atualização profissional, amigos, cônjuge, filhos…
E tempo para mim? Raramente tenho isso.
O triste é que não tendo tempo para nós mesmos, pouco sobra de “nós” para fazermos as outras coisas. Sacou o círculo vicioso? Doamos tempo a tudo > Não sobra tempo para nós > Falta qualidade de vida > Falta qualidade para tudo.
Para quebrar a maldição, a única saîda é colocarmos o “eu” acima de tudo pelo menos uma vez por semana, seja fazendo um esporte, um lazer ou mesmo uma bobagem que nos agrade.
Às vezes temos de ser egoístas e egocêntricos, senão não seremos nada.

Bem… deixa eu ir por que tô cheio de trampo!


Escrito por Berta às 12h37
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Let it Bleed



A sede de controle da vida que temos é uma coisa fora do normal, não é? Queremos saber de tudo, ter tudo nas rédeas pois achamos que assim as coisas serão melhores. Isso nos dá uma falsa sensação de "gestão perfeita da vida" que logo desaparece quando nos deparamos com situações sobre as quais não temos a mínima influência.
Um psicólogo me disse uma vez "Berta, você pensa que é Deus, mas não é. E ainda bem, porque senão o mundo tava danado!"
A sinceridade medicinal funcionou. Primeiro achei uma frase besta, mas depois percebi que ela era importantíssima.
Para vivermos bem, precisamos lembrar que nem tudo depende de nós. E como disseram os Rolling Stones há muito tempo: "Let it Bleed!"

Escrito por Berta às 18h20
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O Mundo Gira e a Lusitana Roda




Lembram desse slogan? É de uma transportadora, a Lusitana. Esse slogan é tão engraçado quanto verdadeiro.
Medir o quanto rodamos enquanto o mundo girou é importante. Pense nos amigos que deixaram de ser amigos, os inimigos que se tornaram amigos, os sumidos que apareceram, os que desapareceram de vez, os que enriqueceram, os que se tornaram outras pessoas, os encontros e desencontros, as paixões que passaram, o amor que ficou. Todo mundo tem pelo menos uma história pra contar que seja digna de um livro. Pense na sua e se surpreenda ao ver o quanto a sua vida mudou.
O problema é que quando gira muito, fico com náuseas.
Amanhã o mundo continua a girar, e nós, a rodar, rodar, rodar…




Escrito por Berta às 22h42
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Opiniões Sinceras



“Conheça a verdade e a verdade te libertará” ou "A verdade dói, mas merthiolate também."
Quando estamos cercados de pessoas sinceras podemos ser sinceros também e se essas pessoas forem inteligentes e bem humoradas, melhor ainda.
Desta maneira o ambiente que nos cerca promove o nosso crescimento e nos sentimos à vontade, sabendo que o que ouvimos são opiniões reais e não envolvidas pela casca politicamente correta (que todos nós precisamos saber usar bem, diga-se de passagem).
Pense o quanto vale confiar plenamente na opinião de alguém sobre você. É como ter um espelho que mostra o subjetivo.
Claro que temos que processar a informação, pois pode não ser a verdade absoluta, mesmo sendo a verdade para ela. Mesmo assim ainda é bom.
Conversando com um amigo essa frase me veio na cabeça (não a do merthiolate). Ela foi supostamente dita por Jesus Cristo, e a igreja gosta de falar que ele se referia às escrituras sagradas… pra mim ele estava falando da sua turma de amigos (os 12 mais a Maria Madalena).



Escrito por Berta às 15h19
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Boas idéias



Adoro idéias que odeio não tê-las antes.
Seguem duas desta espécie. Vale a pena visitar:
Tarantino's Mind - http://video.google.com/videoplay?docid=1511515986562993804
Site inusitado - http://noonebelongsheremorethanyou.com/

Escrito por Berta às 11h31
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Banda



Essa é a foto de divulgação da banda que eu toco. A Calendas.
Eu, Gabi (batera), Marcelo (vocal e guitarra) e André (baixo).
Quando rolar um show em SP aviso a todos.

Olha lá o site da banda:
http://www.calendas.com.br/

Escrito por Berta às 12h23
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Crazy Dog



Levando o Jorge (meu cachorro) para passear, notei uma coisa interessante. Quando o deixo sem coleira ele é obediente, fica ao meu lado, não faz movimentos bruscos, mas basta ser encoleirado que o bicho fica doido, puxando, querendo ir onde não deve.
Pensando saquei que o ser humano é assim também. Quando “encoleirado” tende a forçar os limites porque sabe que terá sempre alguém lhe segurando, mas quando se sente livre fica mais responsável e mede os riscos com mais cuidado pois sabe que se fizer algo errado a culpa sera somente sua e não terá ninguém para lhe dizer “por ai não”.
Já vi muito isso em relacionamentos, eu mesmo passei por alguns traumáticos por conta disso no passado, e vejo que tem a ver com amadurecimento a dois.
Sou a favor de relacionamentos com cumplicidade, mas contra relacionamentos que anulam a personalidade. Acredito que isso pode minar a autoconfiança e a criatividade, como aquele lance da massinha colorida: se você mistura duas cores, fica com uma massa meio cinza, sem contrastes e sem graça. Não nascemos para ser metade e sim inteiros. Assim seremos admirados pelo que somos e respeitados pelo que fazemos (a não ser que sejamos uns merdas e façamos tudo errado, mas ai é assunto pra outro post).

Hoje vou levar o Jorge para um passeio, mas desta vez sem coleira mesmo.


Escrito por Berta às 12h03
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Dia das mães




Chantagem materna: Diálogo com minha mãe, no dia das mães:

– Mãe, por que você está fazendo essa reforma na casa? Tanto espaço, tantos quartos, tanto sacrifício… não vejo o menor sentido. A casa vai ficar enorme à toa.
– Ah, filho, isso é pra quando vocês vierem me visitar aqui em Ribeirão Preto. Vai ter lugar pra todo mundo ficar bem confortável.
– Mas mãe, a gente só vem aqui duas vezes por ano!
– Então…
(e saiu andando como se a conversa tivesse acabado.)



Um beijo pra todas as mães!



Escrito por Berta às 10h56
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Homem-formiga




– O que é ser normal?
– Ah, é pagar aluguel, não faltar no trabalho, pagar impostos, fazer tudo certinho custe o que custar. Que nem uma máquina.
– Mas isso não é bom?
– Não sei, mas é importante saber que isso é um extremo. O outro extremo seria se drogar o dia todo sem se importar com nada e com ninguém, por exemplo. Nenhum dos extremos é bom.
– Então o lado de “ser normal” é tão radical quanto ser um “vagabundo drogado”?
– Ah, eu acho que sim. Pensando assim, vejo que existe o meio termo, que é uma medida bacana.
– Como seria?
– Ser honesto, porém sem ser escravo de si mesmo e de dogmas sociais, sem esquecer de que sou humano e preciso pensar no meu bem-estar físico e mental.
– Você considera a sua rotina um vício?
– A busca pelo sucesso num extremo é como a busca por drogas no outro. Ambos trazem uma satisfação passageira e logo nos obriga a querer mais.
– Qual o limite saudável disso?
– Acho que esta é a pergunta boa. Cada um tem que encontrar o seu. Para alguns pode ser morar numa cidade pequena e ganhar o suficiente para ter comida, roupa e certo conforto. Para outros pode ser trabalhar em algo que dê prazer, mesmo que esse trabalho fique a desejar no quesito “retorno financeiro”. Isto é, dignidade e felicidade antes de dinheiro somente.
– Mas a ambição moderada é necessária, não acha? Eu por exemplo não conseguiria equilíbrio com pouco dinheiro.
– Você também vai encontrar quem diga que usar drogas moderadamente também o faz saudável e feliz… cada cabeça uma sentença. Não estou dizendo que isso é errado, estou dizendo que é extremo. O topo da sociedade precisa que a base seja robótica para gerar riqueza sempre, sem poder desfrutá-la, como uma bateria que faz funcionar um aparelho. Cansei de ser bateria.
– Acho que você está sendo radical. A sua visão é desequilibrada. Acho que se você fosse uma formiga, seria aquela desgarrada que não quer carregar folhas para o formigueiro.
– Assim como a formiga-rainha, né?
– É.
– Viu?
– Mas isso é natural!
– Ah, a natureza que se foda. Eu usarei meu cérebro para ser senhor da minha vida. Mesmo que eu resolva ser um carregador de folhas, só o serei se isso me fizer feliz.
– É, por que você sabe… a única maneira de ser formiga-rainha é nascer formiga-rainha.
– Cara, esquece essas formigas idiotas!
– Você está viajando. Quero ver quando você for ao banco e não tiver grana na conta.
– Amigo, eu trabalho pra caralho e isso acontece direto, por mais que eu ganhe, nunca é o suficiente. Nunca será, entendeu agora?
– Ah… entendi. Isso também acontece comigo.
– Ok, agora que lhe convenci disso vamos ao trabalho, ainda somos baterias no aparelho. Não sei ainda como por em prática o que eu disse.
– Por que você fez isso? Eu estava tranquilo, mas suas idéias me deixaram angustiado.
– A luz mostra as imprefeições, meu caro. Dizem que a ignorância é uma dádiva. Agora cala a boca e trabalha. Desta vez pelo menos, você estará sabendo exatamente o que isso significa.



Escrito por Berta às 11h17
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Humor Negro em Cores



“As Terríveis Aventuras de Billy e Mandy” é um cartoon muito bacana e inusitado onde Mandy é a amiga mal-humorada de Billy e ambos são amigos de Puro Osso – O Ceifador Sinistro (isso mesmo, a morte). Billy (idiota) e Mandy (fria e calculista) vivem as suas vidas com a morte ao lado, com a foice em punho, mas nem por isso mudam a sua rotina ou demonstram ansiedade. Convivem bem, sabendo que aquele esqueleto ambulante não ousará levá-los embora antes da hora certa, e que quando essa hora chegar, nada poderá ser feito. As situações em que esse trio se mete são engraçadíssimas.

Acreditem se quiser, vejo uma bela lição quando assisto esse desenho. É um bom exemplo de como viver: não preocupar-se com a morte, mas sem esquecer que ela está perto e que, inevitavelmente, um dia o levará para um passeio. Isso nos ajuda a ver que a vida é preciosa e precisa ser vivida agora, não empurrada com a barriga.

Aproveite, veja um episódio lá no Cartoon Network (todos os dias às 20h30) e morra de rir da morte.


Escrito por Berta às 17h45
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Heaven & Hell



Minha avó tinha um quadro intrigante pendurado na parede da ante-sala de sua casa. Ilustrava dois caminhos: um deles bem largo e todo bonito e confortável, uma bela estrada com mulheres, drinks, festas, carros e alegria que acabava num buraco ardendo em chamas com um monte de neguinho gritando de dor e desespero. O outro era um caminho estreito, feioso, cheio de espinhos e gente sofredora que acabava numa nuvem cheia de anjos, paz e beleza. Tudo sendo observado do alto por um olho gigante (Deus).
Alguém já viu esse quadro? Era até comum lá na década de 70.


Vejam só o que tentavam colocar na nossa cabeça! Quando lembrei disso fiquei puto. Eu, do alto dos meus 7 anos de idade olhava aquilo e me apavorava: “O que eu vou escolher? Inferno agora e paraiso depois ou paraiso agora e inferno depois? Eu sabia que não teria a minima chance… e aquele paraíso parecia tão chato mesmo… Afinal, quem quer passar a eternidade num lugar cheio de anjos rezando?

Acredito que a sociedade brasileira evoluiu muito nas últimas décadas em relação à religião e esta visao maniqueísta está cada vez menos divulgada e caindo em descrédito para as novas gerações.
Tá faltando padre, veja só que beleza!
Hoje percebo que as pessoas querem mesmo é corer atrás da felicidade. Todos querem tomar o caminho largo e estão descobrindo que lá no final dele podem encontrar um lugar de paz e satisfação, sem culpa.

Ouviu aí ô Mr. Pope… Mr. Eye… Mr Popeye!



Escrito por Berta às 14h07
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Mind Games



Normalmente dedico meus posts aos questionamentos a respeito da vida. Um tipo de “De onde viemos e para onde vamos” por que acredito que questionar é crescer. Porém algumas pessoas têm um ponto de vista diferente e interessante.
Uma amiga querida escreveu algo que ilustra bem esse outro lado.
Colei logo abaixo:

“Eu não consigo entender tamanha sede de respostas, tantos questionamentos que acabam alimentando uma criatura insatisfeita com a simplicidade da vida. É tão mais fácil vivê-la sem muito questionar, é tão mais fácil aceitá-la, simplesmente.
Não estou dizendo que temos que aceitar tudo e sermos totalmente resignados, nada disso. Temos que correr atrás das coisas que nos tragam aconchego e paz interior, o resto é secundário. Tenho comigo que tudo que vai além daquilo que necessitamos para viver honrosamente, é dispensável: se conseguirmos, ótimo, se não conseguirmos, ótimo também.
Essa é a minha verdade, não obrigatoriamente a verdade de mais alguém.”





Escrito por Berta às 10h14
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